Poéticas e Políticas do Caribe Andino ao Grande Chaco Código: 734203

  • Cynthia Valente
INSULAR
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Características do Produto

Autor(es)
  • Cynthia Valente
ISBN9788574749266
Numero de Páginas344
Numero de Edição1
Ano de Edição2016
EditoraINSULAR
Ano de Publicação2016
EncadernaçãoBrochura
OrigemNacional

Sinopse

Historicamente, os ensaios latino-americanos foram adquirindo consistência como um dos canais de reflexão do Estado moderno ainda colonial. E ao longo do tempo, esse gênero literário vai penetrando nas narrativas breves ou longas. Jorge Luis Borges f oi um mestre em formatar “contos ensaísticos”, marcando a ficção ocidental com essa contaminação. Outros escritores da chamada nova narrativa latino-americana, dentre eles, Augusto Roa Bastos, embutem em suas obras esse procedimento. Entre outros pro cedimentos marcantes, no romance Yo El supremo (1974), por exemplo, há uma passagem que pode servir a este prefácio como uma das marcas, se não de uma profecia, pelo menos como um dos traços premonitórios da literatura para tempos como estes, março d e 2016, no Brasil: El Paraguay es el centro de la América Meridional, núcleo geográfico, histórico, social, de la futura integración de los Estados independientes en esta parte de América. La suerte del Paraguay es la suerte del destino político amer icano (ROA BASTOS,1997, p. 107). Recordando os atos do último lustro e a queda do presidente Fernando Lugo em junho de 2012, no Paraguai, após uma série encadeada de tensões internas, é possível observar como há semelhança entre alguns procedimentos que se repetem em um ou outro país a partir de diferentes parcerias no campo da elite. O fragmento literário acima, publicado em 1997 vibra hoje com seu tom profético para diferentes países do Cone Sul. Assim, do Paraguai ao Brasil, um momento de fra gilidade nas instâncias de decisão às falcatruas do Congresso Nacional, voltado quase que unicamente para a retirada da primeira presidenta do Brasil, o que se perde é consciência do pacto social, da cidadania, exatamente em meio à liberdade conquist ada para investigar os crimes de corrupção endêmica e histórica na política nacional. No que se refere à ordem democrática, os destemperos de um judiciário politizado, mancomunado com a mídia televisiva, cria diariamente fatos para que determinados a cusados sejam criminalizados antes da sentença, ferindo os direitos humanos, desconsiderando o voto popular no desgaste de um determinado setor da política brasileira com vistas a sua eliminação. Desejo com essa entrada propor apenas uma primeira abo rdagem em que pela literatura encontra-se a política em um regime de suspeição que a poética roabastiana cria para entender o que, de certo modo, moveu os organizadores do VIII Congresso Roa Bastos a experimentar a combinação de uma proposta ousada
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