Trem Partiu, O Código: 736121

  • Aloísio Santos Da Cunha
PRISMAS
FracoRegularBomÓtimoExcelente Sem avaliação
à vista no boleto bancário

Este produto será entregue por um de nossos parceiros

Produto Sob Encomenda: Este produto não está disponível para entrega imediata e será encomendado junto à editora. Previsão de postagem em até 25 dias úteis + tempo de transporte (conforme frete escolhido), após a confirmação do pagamento.
Avalie o produto:
Excelente

Características do Produto

Autor(es)
  • Aloísio Santos Da Cunha
ISBN9788555072536
Numero de Páginas323
Numero de Edição1
Ano de Edição2016
EditoraPRISMAS
Ano de Publicação2016
EncadernaçãoBrochura
OrigemNacional

Sinopse

"O trem partiu tem por objetivo analisar a implantação, operação e desativação da linha da Grota, estrada de ferro de propriedade da União que se localizava no centronorte da Bahia e que fazia a ligação entre as duas principais estradas de ferro que cortavam o território baiano, a do São Francisco e a Central da Bahia e que, depois do primeiro Plano Nacional de Viação (1934) seria importante trecho do tronco NorteSul, que deveria ligar São Luís, no Maranhão, a então capital do país, o Rio de Jan eiro. Os trabalhos foram iniciados em 1912, sendo o tráfego de seus primeiros quilômetros aberto em 1917. Sobreviveu até 1976 quando, em meio às políticas de supressão de trechos antieconômicos executadas no período da ditadura militar, foi desativad a. A pesquisa priorizou as relações econômicas, políticas e sociais, tanto na região atendida pelos trilhos quanto na Bahia e no Brasil como um todo, pois analisamos a estrada de ferro juntamente com o desenvolvimento das ações para os transportes ex ecutadas por governos e particulares. Por esta razão, a ferrovia é analisada em conjunto com as rodovias, pois a locomotiva, além dos vagões, rebocava ideais de progresso, modernização e desenvolvimento econômico, que para as elites estaduais e regio nais num primeiro momento e a partir dos anos 50 para o governo federal, só poderiam ser atingidos através da modernização dos meios de transporte. A ferrovia da Grota, assim como tantas outras Brasil afora, operou sempre a sombra das dificuldades. Com um traçado difícil que priorizou o menor custo em detrimento daquilo que era mais adequado e que demorou quase quarenta anos para assentar o último dormente apenas 350 quilômetros depois do primeiro, jamais conseguiu funcionar de modo eficiente, seguro e rápido como exige a logística ferroviária. Acrescentese a isso a carência crônica de recursos, a falta de materiais, as ingerências políticas em sua administração, dentre outros problemas, e teremos uma situação insustentável. Por estas razõ es, muito cedo passou a sofrer concorrência rodoviária. As elites da região que cruzava e as prefeituras se uniram para abrir estradas de rodagem, de mais fácil execução, mais baratas e rápidas para entrarem em operação. Com o tempo, os governos esta duais e o federal direcionaram esforços em direção ao rodoviarismo o que, no final das contas, foi a sentença de morte da ferrovia da Grota e de tantas outras pelo Brasil. O pneu de borracha substituía a roda de aço, o derivado de petróleo, o carvão
Minha Conta