1964 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart Código: 737164

  • Almino Affonso
IMESP - IMPRENSA OFICIAL
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Características do Produto

Autor(es)
  • Almino Affonso
ISBN9788540101517
Numero de Páginas680
Numero de Edição2
Ano de Edição2016
EditoraIMESP - IMPRENSA OFICIAL
Ano de Publicação2016
EncadernaçãoBrochura
OrigemNacional

Sinopse

Na tarde de 1º de abril de 1964, por uma dessas ironias da história, o ainda presidente João Goulart se despedia dos deputados Tancredo Neves e Almino Affonso – fiéis aliados – na Granja do Torto, à espera do vôo que o conduziria ao Rio Grande do Sul , onde ainda mantinha o apoio militar. Lá, convenceu-se que a resistência armada de nada adiantaria, pois as tropas sublevadas eram muito maiores e a armada americana já estava próxima de nossas costas. Para evitar um banho de sangue, partiu, então, para o exílio no Uruguai, onde permaneceria por muitos anos até a morte na Argentina. Hoje, suspeita-se, por envenenamento criminoso. Tancredo lembrou a necessidade do presidente se dirigir ao povo naquele momento trágico e solitário. Com a concordân cia do presidente, Tancredo começou a ditar um manifesto à nação, que Almino se apressou a datilografar. A certa altura, irônico e provocando as gargalhadas de todos, Almino notou a semelhança entre aquele texto e a carta-testamento de Getúlio, exato s dez anos antes, insinuando que o próprio Tancredo teria sido seu autor! Deputado federal pelo PTB do Amazonas e nomeado ministro do trabalho por Jango um ano antes do golpe, Almino, agora aos 85 anos, decidiu nos contar tudo nas quase 700 páginas d e 1964 na visão do ministro do trabalho de João Goulart. A ironia de Almino naquela tarde de 1º de abril não poderia ser mais oportuna - pois o dia da mentira iria denunciar perenemente a farsa golpista. Ela escancara a solidão que selou para sempre a história de ambos – Getúlio e Jango, seu herdeiro político - cercados de todos os lados pelas mesmas forças conservadoras, apoiados apenas pelo povo, que nada pôde dizer nem fazer, em ambos os casos. A obra, portanto, revela que a farsa revolucioná ria de 1964 começa pelo nome: 31 de março marca apenas o início de uma quartelada em Minas Gerais que visava pressionar o presidente a abandonar sua política de governo. Com sua recusa, o golpe se consuma apenas com as traições do comandante do II Ex ército, general Amaury Kruel, no dia seguinte, e do senador Auro de Moura Andrade, que declara vaga a Presidência da República, sem que o presidente eleito houvesse renunciado ou abandonado o país, na madrugada de 2 de abril. Todas as manobras desses dois dias cruciais para a história do Brasil são descritas com detalhes que só a intimidade do autor com o poder poderia proporcionar.
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