Gente Só É Bonito Quando a Mãe da Gente Acha, A: Psicanálise e Adoção Código: 742620

  • Cláudia Cruz Xerfan
APPRIS EDITORA
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Características do Produto

Autor(es)
  • Cláudia Cruz Xerfan
ISBN9788547302627
Numero de Páginas191
Numero de Edição1
Ano de Edição2016
EditoraAPPRIS EDITORA
Ano de Publicação2016
EncadernaçãoBrochura
OrigemNacional

Sinopse

“É o Rio Negro e o Rio Solimões se cruzando. A mamãe disse que eles se cruzam, mas eles não perdem a cor.” Assim se apresenta um desenho em análise com o qual a criança parece indagar: “posso ser um com o outro sem me perder? Como os rios, somos apen as diferentes, mas podemos nos cruzar e desembocar na mesma família – quem sabe?” Esse era o mote das sessões dessa menina negra, então com 11 anos, adotada por uma mãe branca – desde a escolha de bonecas que se parecessem, para serem mães e filhas, crianças que podem ser compradas em orfanatos ao gosto dos pais, maquiagens que transformam o rosto e filhotes de espécie ou de raça diferentes de seus donos até história do pato feio que deseja virar cisne, enfim, toda uma série de possibilidades qu e interrogavam como se encontrar em seu lugar de filha sem se assemelhar à sua mãe na cor. O conceito psicanalítico de identificação, como a forma mais primitiva de laço amoroso com seu papel fundamental na construção do Eu, tornou-se imperioso para caminhar em seu atendimento. De suas questões surgiu, então, o desejo de apresentar essa clínica, que é a clínica da escuta de uma filiação – sempre é, mas aqui se desvela nesta narrativa singular, que, na transferência, atravessou-me e impôs-me um t rabalho de elaboração teórica, o qual não pude recusar. Jade – como a chamei aqui – leva-nos, uma vez mais, a vislumbrar quão delicadas são as relações afetivas que permeiam a história de cada um. Adentremos, pois, com todo respeito e cuidado, no uni verso de sua cena psíquica, para quem era absolutamente óbvio que “a gente só é bonito quando a mãe da gente acha”.
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