Revista da Associação Psicanalítica de Curitiba - Vol.32 - Psicanálise e Suas Interfaces Código: 732005

  • Rosane Weber Licht
JURUA
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Características do Produto

Autor(es)
  • Rosane Weber Licht
ISBN9780007320059
Numero de Páginas158
Numero de Edição1
Ano de Edição2016
EditoraJURUA
Ano de Publicação2016
EncadernaçãoBrochura
OrigemNacional

Sinopse

Com este título – Psicanálise e suas interfaces – pensamos apresentar textos de áreas afins à Psicanálise que colocam interrogantes, quanto textos sobre o momento atual – o discurso social e suas apresentações –, fazendo parte da formação dos sinto mas. Uma das mudanças pregnantes do momento atual, nos é trazida por Charles Melman (2003), quando coloca que os sujeitos agora não recebem mais sua mensagem do Outro – o que implicava na necessidade de uma interpretação do que o mesmo poderia quere r de nós – e sim do consenso social. Recebe-se hoje uma mensagem direta, da opinião, que nos designa o bom objeto, trazendo como consequência, encontrarmo-nos com sujeitos cada vez mais atópicos, com maiores dificuldades para encontrar seu lugar, sua própria voz, que parecem sem consistência, sem projeto fixo, sem votos que lhe seriam pessoais. Parece que isso faz “economizar” tempo, nos deixa a salvo de erros... E, principalmente, afasta a angústia. Izidoro Vegh, em texto publicado na Revista da APPOA, número 36, coloca que hoje mais do que nunca, estamos rodeados por artefatos que nos distraem e afastam do mal-estar. Relata que aproximadamente vinte anos atrás, quando alguém andava pela rua, nesse espaço de tempo, poderia ter a oportuni dade de encontrar-se com suas próprias perguntas. Agora, até esse intervalo é obturado com a voz do Outro: anda-se pela rua com o celular ligado, não ficamos mais sozinhos... Telefone, celular, whatsapp, facebook, twitter e demais aplicativos, “dific ultam o acesso à voz que chega desde nosso ser, desde nosso corpo, que se chama angústia”. Heidegger diz “que a angústia emerge quando lhe damos lugar, ou seja, quando conseguimos desprender-nos, mesmo que por um tempo, de nossa captura no mundo dos objetos”. Os objetos atuais então fariam o “favor” de tamponar a angústia? Mas a que preço? O que se ganha? O que se perde? Quais seriam – são – os efeitos dessas novas formas de estar no mundo, sempre rodeados de “objetos”, nunca “sozinhos”, tanto na formação quanto na manutenção dos sintomas, inclusive do “sintoma analista”? A angústia é o motor da possibilidade de passagem do lugar de objeto para o desejo do Outro, para o lugar de sujeito do desejo. Não mais tomado por uma eterna culpa em relação ao que supõe que seja o desejo do Outro, ao qual se empenha em satisfazer sem nunca conseguir. (Lacan, 1973-75) Os textos deste exemplar colaboram para refletir sobre essas questões!
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